Catedrais Medievais
Louvar a Nossa Senhora e adorar a Deus amando suas catedrais
Eu não posso me esquecer de uma das viagens que fiz a Paris. Eu cheguei à noitinha, jantei e fui imediatamente ver a catedral de Notre- Dame.
Era uma noite de verão não extraordinariamente bonita, comum.
A catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral de lado, numa focalização completamente fortuita.
Desde logo, naquele ângulo que eu diria tomado ao acaso – se acaso existisse, em algum sentido existe –, eu a olhei e achei tão bela que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:
“Pára, que eu quero ficar aqui!
“Eu sei que o resto é muito belo, mas eu creio que poucos olharam essa catedral desse ângulo e pararam.
“E eu quero ser dos poucos, para dar a Nossa Senhora o louvor deste ponto de vista aqui, que os outros talvez não tenham louvado suficientemente.

“Ao menos se dirá que uma vez um peregrino vindo de longe amou o que muitos outros, por pressa ou por não terem recebido uma graça especial naquele momento, não chegaram a amar.”
E em todos os grandes monumentos da Cristandade, depois de admirar as maravilhas, eu tenho a tendência de ir admirando os pormenores, num ato de reparação.
Porque esses pormenores talvez não tenham sido amados como deveriam.
Então, amar o que deveria ter sido amado e que foi esquecido. É sempre levar à tona as verdades que os homens põem de lado.
Eu fiquei encantado com a catedral naquele ângulo.
Depois dei a volta, e voltei para o hotel com a alma cheia.
E se alguém naquele momento me lembrasse da palavra da Escritura: “Eis a igreja de uma beleza perfeita, alegria do mundo inteiro”, eu teria dito:
“Oh! Como está bem expresso! É bem o que eu sinto a respeito da catedral de Notre Dame.”
(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de conferência proferida em 13/10/79. Sem revisão do autor).
O rosto de Jesus Cristo impresso nas catedrais medievais
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